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Frente Parlamentar Cristã quer proteção de cultos religiosos durante o Carnaval

  • Foto do escritor: Fluxo BH
    Fluxo BH
  • 12 de fev.
  • 2 min de leitura


É com base na fé em comum que 21 parlamentares se reuniram nesta segunda-feira (10/2), logo após o Plenário, com o objetivo de estruturar a nova Frente Parlamentar Cristã da Câmara Municipal de Belo Horizonte. O grupo se une a outros cinco vereadores e forma uma coalizão informal, “por afinidade e aliança”, conforme explicado por Irlan Melo (Republicanos), que foi presidente da frente nos últimos dois anos. Agora, Flávia Borja (DC) passa a liderar o grupo, acompanhada por Uner Augusto (PL), como seu vice, e Wanderley Porto (PRD), como secretário. Garantir que as igrejas possam realizar celebrações religiosas normalmente durante os dias de Carnaval é a primeira pauta a ser defendida pela nova formação.

Proteção às igrejas

Segundo a presidente, o grupo tem membros evangélicos e católicos, que seguem “o manual de vida que é a Bíblia Sagrada”. Além dos vereadores já citados, fazem parte da frente Arruda (Republicanos), Braulio Lara (Novo), Cláudio do Mundo Novo (PL), Cleiton Xavier (MDB), Diego Sanches (SDD), Dra. Michelly Siqueira (PRD), Fernanda Pereira Altoé (Novo), Janaina Cardoso (União Brasil), Juninho Los Hermanos (Avante), José Ferreira (Podemos), Leonardo Ângelo da Itatiaia (Cidadania), Loíde Gonçalves (MDB), Lucas Ganem (Podemos), Maninho Félix (PSD), Marilda Portela (PL), Neném da Farmácia (Mobiliza), Pablo Almeida (PL), Professora Marli (PP), Rudson Paixão (SDD), Sargento Jalyson (PL), Tileléo (PP) e Vile (PL).

A primeira ação que o grupo deve tomar é um encontro com o prefeito em exercício, Álvaro Damião, a fim de “se colocarem à disposição da cidade” e apresentarem a ele uma proposta de regulação a fim de garantir que os blocos de Carnaval não interfiram na realização de atividades religiosas durante os dias de festa. “A gente acredita numa cidade que pode ter o Carnaval, mas que precisa também respeitar, que nos horários dos cultos, reuniões, celebrações, as pessoas consigam chegar até essas igrejas”, explica Flávia Borja.

Abertura ao diálogo

Para Irlan Melo (Republicanos), “o estado é laico, mas os políticos não”. Contudo, a busca por interesses cristãos não deve anular o respeito por quem não professa a religião. “Nós não temos nenhuma dificuldade em dialogar com pessoas que pensam diferente. Tivemos muitos embates aqui na Câmara, mas conseguimos achar uma convergência. Nosso objetivo não é prejudicar ninguém. Temos opiniões, preferências, mas a gente respeita a diversidade nesse ponto, e queremos construir com as pessoas”, afirma.

Família, infância e ideologia de gênero

O Termo de Compromisso e Participação da Frente Parlamentar Cristã defende a crença na “obra da criação e na concepção da vida” e na família conforme definida pela Bíblia e pelo artigo 226 da Constituição Federal, que cita a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar. Também define um compromisso com a proteção da inocência infantil, e o combate à “ideologia de gênero”, “protegendo as esferas educacionais de toda doutrinação e instrumentalização ideológica”.

O documento ainda proíbe “atitudes preconceituosas e discriminatórias em relação a qualquer pessoa”, defendendo, ao mesmo tempo, que “não se deve deixar de dizer ao pecador, seja ele quem quer que seja, a verdade da Palavra de Deus”. Posicionamentos e declarações diversas aos princípios da Frente Parlamentar Cristã tornam o membro sujeito ao desligamento do grupo. Superintendência de Comunicação Institucional

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